▒ Diz se não lembra a casinha de minha vó… Estuque moldado pelas mãos do vento, fixado pelo sol… Um teto tão acolhedor quanto o céu é para as aves. E os brutos derrubaram, arrancaram minha vó, e minha alma, daquele chão! Com o meu ódio eu perdôo aqueles malfeitores. Um perdão que deve doer, que deve fazer sangrar! Toda fúria que tenho em mim, toda sede obcessiva por justiça são fruto desses “casebres derrubados” pela ganância. Posso dizer que minha vida se construiu daquelas ruínas.
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