Já Dizia Einstein

Não são necessárias as formulações da fÃsica einsteniana pra ver nesta cena o quanto o tempo é relativo.

Não são necessárias as formulações da física einsteniana pra ver nesta cena o quanto o tempo é relativo.

â–’ O homem insiste em aplicar um ritmo artificial ao tempo, desvinculando o próprio ciclo biológico da pulsação da natureza. Quando ainda no campo se espera a semente ser erva, ser árvore, e a árvore dar seus frutos, no homem da “modernidade” – o homo faber – o tempo insufla com ansiedade e temores o coração, algo que no fundo é a própria expressão do esvaziamento interior. Vai-se num abissal processo, a “artificialização da necessidade”: tudo o que antes bastava, agora, é pouco. O meio ecológico está sendo exaurido pela ânsia consumista, sem que as pessoas percebam que seus sonhos já nascem realizados em si mesmas. As pessoas estranham quando me dirijo a um balcão e digo “preciso de uma água…” Ninguém ouve em si a voz da necessidade, de tanto que estão entorpecidas pelo querer insano. Elas dizem “quero”, “tenho”, e “é meu”… â–’

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